🇲🇫 VITIMAS DE DOENÇAS FATAIS
As primeiras vítimas de doenças fatais no trabalho são... condutores profissionais!
O Instituto Nacional de Investigação e Segurança (INRS) acaba de entregar um estudo que tenta, pela primeira vez, compreender melhor o fenómeno do desconforto no local de trabalho sem causa externa identificada (queda, choque, envenenamento ou electrocussão, etc.).
Em França, são a causa de mais de metade dos acidentes de trabalho mortais (56% dos 645 acidentes de trabalho mortais registados em 2021). Aprendemos em particular que estes desconfortos afetam principalmente os homens.
O centro de especialização dedicado à prevenção de riscos profissionais analisou estes desconfortos com base em dados recolhidos na base de dados nacional Epicea* (Estudo de prevenção pela informatização de relatórios de acidentes, que inclui 26.000 acidentes de trabalho).
O INRS concentrou-se em 1.403 acidentes de trabalho ocorridos entre 2012 e 2022, cada um descrito utilizando 81 variáveis e uma história anónima.
Dentre elas, a seleção de 25 variáveis específicas (empresa, vítima, acidente, etc.), e os termos “desconforto” e “fatal” permitiram destacar 143 correspondentes a doenças fatais. Graças à sua análise qualitativa, as causas são mais conhecidas e podem ser sugeridas áreas de prevenção nas empresas.
Aqui estão as principais conclusões do estudo:
- 93% das vítimas de doenças fatais no local de trabalho são homens.
- A idade média da morte é de 51 anos. Entre as faixas etárias mais afetadas, encontramos em particular as pessoas dos 40-49 anos e dos 50-59 anos.
- Se no estudo constam várias dezenas de profissões, as 3 profissões mais representadas são as dos condutores de veículos pesados (quase 20% dos casos), dos trabalhadores da construção civil e dos eletricistas de edifícios. Em três em cada quatro casos, a vítima está sozinha quando a doença fatal ocorre no trabalho (80% através de um enfarte do miocárdio, 10-15% uma cardiomiopatia, 5-10% um distúrbio do ritmo e da condução cardíaca).
Contudo, sabemos que a ocorrência de doenças coronárias é favorecida pela exposição dos colaboradores a inúmeros fatores de risco ocupacionais: riscos psicossociais (RPS), horários de trabalho atípicos, posturas sedentárias, ambientes térmicos, poli exposição ao frio e ao ruído, risco químico, etc. .- M.F.
Fonte:https://tinyurl.com/7d8mpy24









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