🇪🇺 ESCRAVIDÃO NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO
“Isto é sem dúvida pura escravidão”: em greve, condutor profissional está bloqueado pelo patrão. Ele está bloqueado à duas semanas numa área de descanso da estrada em Lot.
Insatisfeito com as suas condições de trabalho, Steve, um condutor profissional do Zimbabué, entrou em greve.
Resultado: O seu empregador impede-o de seguir a viagem. Diante desse bloqueio e das dificuldades desse funcionário em sair dali, os sindicatos estão a mobilizando- se.
Uma área de descanso na estrada com um forte cheiro de urina. Aqui, vários veículos pesados de mercadorias estão parados. Entre eles, o de Steve. Este condutor profissional manifesta-se contra as suas condições de trabalho. As consequências foram imediatas: a sua empresa retirou-lhe imediatamente todas as suas licenças de condução.
Na verdade, o seu GPS foi desativado e os seus métodos de pagamento bloqueados. O seu camião está, completamente, imobilizado. Há duas semanas que Steve não sai do estacionamento. Steve está com vontade de lutar, apesar do cansaço e do desgaste de uma guerra que começou há duas semanas. "Ainda estamos em greve e continuaremos em greve enquanto for necessário. Até que eles aceitem as nossas exigências". Mas estamos à espera há duas semanas e podemos ver que eles (o seu empregador) não se importam", explica Steve. Dois outros condutores profissionais, também do Zimbabué, estão na mesma situação na região de Paris.
Exigências salariais
O condutor profissional só pede uma coisa: o salário. Contratado a 1.500€ por mês no papel, apenas lhe são pagos 800€. Condenado pelo seu empregador a sobreviver na cabine de seu camião, menor que uma cela de prisão. Um lugar apertado onde Steeve literalmente sobrevive.
Para este homem do Zimbabué, a aventura europeia tem um sabor amargo. "Só queremos ser pagos pelo nosso trabalho. Pensávamos que a Europa era o El Dorado, mas eles estão a explorar-nos. Lá podemos ver claramente o lado negro da Europa. Teríamos ficado melhor se ficássemos no Zimbabué", explica o condutor profissional.
Cidadão do Zimbabué, Steve trabalha para a Global Transport. Uma empresa eslovaca, ela própria subsidiária do gigante logístico alemão “Hegelman”.
Um acordo bem conhecido na União Europeia para reduzir os direitos sociais e aumentar a competitividade. Situação denunciada pelos sindicatos dos transportes rodoviários, que vêm em auxílio de Steve, até agora afastado de tudo. “Hoje esgotamos os romenos e os búlgaros, por isso vamos procurar mão de obra cada vez mais barata”, explica Philipe Bertolini, vice-secretário dos Transportes da CFDT em Haute-Vienne. Steve carece de tudo: comida, água, roupas. Uma situação difícil para ele, mas que não impediu que outros dois colaboradores seguissem o seu exemplo. Eles também correm o risco de protestar contra Hegelman. "Muitos condutores profissionais do Leste já não aceitam estas condições de trabalho e já não conduzem para estas empresas. Como resultado, vemos lá, três condutores profissionais do Zimbabué. Então eles contratam mão de obra mais barata, para ganhar dinheiro, dinheiro, dinheiro. É realmente escravatura, claramente estamos em escravatura nos transportes", sublinha Jérôme Crouzi secretário-geral adjunto da CFDT Transportes. Uma reclamação será apresentada contra a empresa alemã. Os condutores profissionais serão acompanhados pelo departamento jurídico da CFDT.










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