🇪🇦 AUMENTO DO SMI EM 4,4%
Governo e sindicatos acordam aumento do SMI em 4,4% em 2025, até 1.184 euros mensais
A Segunda Vice-Presidente do Governo e Ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, anunciou esta quarta-feira um acordo com a CCOO e a UGT para aumentar o salário mínimo inter profissional (SMI) em 4,4% em 2025, atingindo 1.184 euros mensais em catorze pagamentos. , que representa um aumento de 50 euros em relação ao valor definido para 2024.
Aplicação e diálogo social
O aumento do SMI será retroativo a 1 de janeiro e será aprovado em breve pelo Conselho de Ministros. Díaz destacou que o acordo demonstra a eficácia do diálogo social na Espanha, embora nesta ocasião não tenha contado com o apoio da associação patronal.
Segundo o acordo, uma nova mesa de diálogo social será criada dentro de dois meses para abordar a adaptação completa da Diretiva Europeia sobre Salário Mínimo.
Falta de apoio dos empregadores
A CEOE e a Cepyme não apoiaram o acordo, embora o ministro tenha apreciado que nesta ocasião as organizações empresariais tenham apresentado propostas. A associação patronal propôs inicialmente um aumento de 3%, que depois elevou para 3,4%, valor considerado insuficiente para chegar a um consenso.
Esta não é a primeira vez que os empregadores não apoiam um aumento no salário mínimo. Em 2024, 2023, 2022 e 2021, o Ministério do Trabalho acertou com os sindicatos aumentos sem o apoio dos empregadores. A última vez que a CEOE e a Cepyme apoiaram um aumento foi em 2020, quando o SMI passou de 900 para 950 euros por mês.
Avaliação de impacto e união
Segundo a CCOO e a UGT, o acordo beneficiará 1,8 milhão de trabalhadores, o equivalente a 11,5% dos assalariados do país. Em particular, afetará 57,1% das mulheres e melhorará a renda de 27,7% dos menores de 24 anos e 14,8% dos trabalhadores entre 25 e 34 anos.
Embora os sindicatos esperassem um aumento de mais de 5,8% para levar o SMI a 1.200 euros por mês, eles finalmente aceitaram a proposta do Governo por "responsabilidade". Eles ressaltam que esse aumento traz segurança e certeza às empresas e aos trabalhadores quanto à base mínima de contribuição e aos menores salários.
Além disso, a nova mesa redonda analisará a remuneração e absorção do SMI em relação aos complementos salariais, a atualização automática dos salários nos acordos coletivos afetados e a forma de cálculo dos valores diários e horários em caso de redução da jornada de trabalho.
Por outro lado, Yolanda Díaz defendeu que as PME sejam isentas de tributação no Imposto de Renda de Pessoas Físicas, embora tenha lembrado que essa decisão cabe ao Ministério da Fazenda.
Autor: José Garcia
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