🇪🇺🇩🇪🇧🇪🇮🇹🇲🇫🇵🇹🇪🇸 "VAMOS BLOQUEAR A ESTRADAS" ESTÁ NA MODA
A moda de cortar estradas
Bloquear estradas como forma de protesto não é algo novo, mas nos últimos tempos parece ser a única forma. No entanto, o que os transportadores espanhóis viveram durante as últimas duas semanas em França ultrapassou todos os limites.
Os motoristas profissionais foram repreendidos pelos piquetes, que atiraram cargas para fora dos camiões ou até mesmo se apropriaram deles.
Mas, além disso, ficaram horas e dias parados, sem lugar para descansar ou comer, sem ninguém para oferecer ajuda, ou a conduzir por estradas secundárias onde a segurança não estava garantida. Tudo isto perante o olhar impassível dos policias e também do Governo francês, que demorou duas semanas a resolver esta crise.
E QUEM FOI O MAIOR PERDEDOR?
Mais uma vez, o transporte rodoviário de mercadorias, face à passividade dos governos ou administrações, que têm nas mãos a chave para a resolução dos problemas do campo.
Porque, embora milhares de condutores tenham sido parados, nenhum governo moveu a mão para evitar estes incidentes.
A falta de reacção do Governo francês não nos surpreendeu, mas sentimos falta de uma maior contundência por parte do Governo espanhol, que não fez uma única referência pública ao assunto até 30 de Janeiro, quando se reuniu em Bruxelas com o Comissário para os Transportes e quando os transportadores já tinham sofrido dezenas de ataques.
Será necessário lembrar ao nosso Governo que os transportadores, apesar do abandono que sofreram durante estas semanas por parte das administrações, continuam a transportar mercadorias todos os dias para todas as partes do mundo.
E os transportadores têm algo em comum com os agricultores?
SIM SOMOS ESSENCIAIS.
Respeitamos as reivindicações dos agricultores espanhóis, mas esperamos que o maior perdedor não seja novamente o nosso sector, uma vez que teria de enfrentar novamente pesadas perdas se as estradas fossem cortadas indiscriminadamente.
A outra parte afetada seriam os cidadãos, que encontrariam prateleiras vazias nos supermercados. Por todas estas razões, precisamos que o Governo tenha um sentido de urgência para resolver todos estes problemas num espaço de tempo muito curto.
Jornalista: JOSÉ MARIA QUIJANO




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