🇪🇺 PACOTE DE MOBILIDADE, A DECISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA EUROPEU
O Tribunal de Justiça Europeu decide sobre o Pacote de Mobilidade 1
O Advogado-Geral do Tribunal de Justiça Europeu, Maciej Szpunar, apresentou as suas conclusões nos processos apensos movidos por vários Estados-Membros da União Europeia contra o Parlamento Europeu e o Conselho que contestam várias disposições do Pacote de Mobilidade 1.
Entre as disposições contestadas estão as regras de cabotagem e a obrigação do camião voltar para casa.
No que diz respeito às regras da cabotagem, o Advogado-Geral recomendou que o Tribunal de Justiça as confirmasse.
Estas regras permitem que as empresas de transporte realizem operações de cabotagem no território de outro Estado-Membro por um período de sete dias.
O Advogado-Geral considerou que estas regras são necessárias para garantir a livre circulação de mercadorias e a concorrência no mercado do transporte rodoviário.
Quanto à obrigação do camião de regressar a casa, o Advogado-Geral recomendou que o Tribunal de Justiça a anulasse .
Esta obrigação estabelece que as empresas de transporte devem garantir que os veículos que utilizam no transporte internacional regressam a um dos seus centros operacionais no prazo de oito semanas.
O Advogado-Geral considerou que esta obrigação é contrária ao princípio da liberdade de estabelecimento, que permite às empresas estabelecer-se e operar em qualquer Estado-Membro da União Europeia.
As conclusões do advogado-geral não são vinculativas para o Tribunal de Justiça, mas, na maioria dos casos, os juízes seguem a opinião do advogado-geral.
IMPACTO DA SENTENÇA
O acórdão do Tribunal de Justiça terá um impacto significativo no sector dos transportes rodoviários.
Caso o Tribunal siga a recomendação do Advogado-Geral e anule a obrigação do camião de regressar a casa, as empresas de transporte terão mais flexibilidade para operar no mercado europeu.
Isso poderia levar ao aumento da concorrência e à redução de custos para os clientes.
No entanto, também poderia levantar preocupações de segurança e ambientais.
PRÓXIMOS PASSOS
O Tribunal de Justiça emitirá a sua decisão final em 22 de fevereiro de 2024. Até lá, as disposições do Pacote de Mobilidade 1 permanecerão em vigor.
ANÁLISE SETORIAL
O setor dos transportes rodoviários recebeu as conclusões do conselheiro geral com cautela. Alguns representantes da indústria manifestaram satisfação com a recomendação de confirmação das regras de cabotagem.
No entanto, outros criticaram a recomendação de suspender a obrigação do camião de regressar a casa. Consideram que esta obrigação é necessária para garantir a segurança e o ambiente.
CONCLUSÃO
O acórdão do Tribunal de Justiça terá um impacto significativo no sector dos transportes rodoviários.
Se o Tribunal seguir a recomendação do Advogado-Geral, as empresas de transporte terão mais flexibilidade para operar no mercado europeu.
No entanto, também poderia levantar preocupações de segurança e ambientais.







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