🇵🇹 AUTOEUROPA GANHOU A CONSTRUÇÃO DO NOVO CARRO ELÉTRICO
Autoeuropa vai fabricar novo carro elétrico que deverá custar 20 mil euros (no mercado alemão)
Autoeuropa foi escolhida pela Volkswagen para fabricar o ID.Every1, um novo modelo de carro elétrico que deverá custar 20 mil euros (no mercado alemão). "É dia histórico para Portugal", diz ministro.
A Autoeuropa foi a escolhida para fabricar o novo modelo de carro elétrico da Volkswagen, um veículo de custo comparativamente mais baixo que deverá ter um preço em torno dos 20 mil euros (no mercado alemão). A seleção foi confirmada oficialmente nesta terça-feira, pela Autoeuropa, e o Ministério da Economia assinala que este investimento faz com que este seja “um dia verdadeiramente histórico para Portugal”.
Este é um automóvel – chamado ID. Every1 – que terá como alvo o mercado europeu e cujo fabrico, segundo a imprensa alemã, estava a ser disputado entre a Autoeuropa e as unidades da Polónia e da República Checa.
O lançamento deste modelo insere-se no ambicioso plano da Volkswagen de introduzir nove novos modelos até 2027, incluindo quatro veículos elétricos assentes na plataforma modular elétrica (MEB), com tração dianteira, acrescenta a Autoeuropa.
Em comunicado, o Ministério da Economia diz que, “de uma assentada, a economia portuguesa conquista a garantia de produção de um novo veículo elétrico, que assegura o futuro da unidade de Setúbal de uma fábrica de nova geração da Volkswagen, e de uma enorme cadeia de valor de fornecedores nacionais, por muitos anos”.
O ministro Pedro Reis acrescenta que “é com enorme entusiasmo que assumimos a produção do ID. Every1, um modelo que tornará a mobilidade elétrica mais acessível e sustentável na Europa”.
"Com esta decisão da Volkswagen, a economia portuguesa dá um passo de gigante para contribuir para a reindustrialização verde europeia e para a reinvenção do setor automóvel europeu,” sublinha ainda Pedro Reis.
Já Thomas Hegel Gunther, CEO da Volkswagen Autoeuropa, diz, citado em comunicado, que “esta conquista representa um marco para a Volkswagen Autoeuropa, assinalando a nossa entrada na era da eletrificação”. “Gostaríamos de agradecer o apoio do governo de Portugal, que nos proporcionou as melhores condições para atrair este novo projeto para o país”, acrescentou Thomas Hegel Gunther, CEO da Volkswagen Autoeuropa.
A Autoeuropa tem, atualmente, um volume de negócios de cerca de 3,8 mil milhões de euros e 4.842 colaboradores, a Volkswagen Autoeuropa produziu 236.100 unidades no ano passado, respondeu por 4% das exportações nacionais e representou 1,3% do PIB de 2023.
O grupo Volkswagen decide, a cada ano, a atribuição das fábricas de todas as marcas do grupo num horizonte de cinco anos. Foi recentemente decidido que o segmento de carros (elétricos) com custo superior a 25.000 euros deverá começar em 2025/2026 em Espanha (alguns modelos em Martorell e outros em Pamplona), pelo que o grupo decidiu agora que será em Portugal que será produzido um automóvel num segmento mais baixo, um carro a partir dos 20.000 euros (preço de referência para o mercado alemão, que pode diferir conforme impostos e outras variáveis).
Um dado que terá jogado a favor da Autoeuropa é que a PowerCo, a empresa subsidiária de baterias da VW, também está a construir uma fábrica de células de bateria em Sagunt, perto de Valência. É aí que serão fabricadas as células para os próximos carros de segmento mais baixo, pelo que faz mais sentido ter um local de produção na Península Ibérica.
A unidade de produção de Palmela concorreu com Poznan, na Polónia, e com a fábrica de Mladá Boleslav, na República Checa, onde são feitos os carros da marca Skoda. Em outubro a revista Der Spiegel escreveu que as fábricas alemãs de veículos elétricos da VW (Zwickau e Emden) não teriam qualquer hipótese: essas opções estão “fora de questão, desde o início, devido aos custos mais elevados” que representariam para a empresa.
Autor:Edgar Caetano














Comentários
Enviar um comentário
Condutores Profissionais
Reserva-se o direito de moderar, apagar, bloquear qualquer comentário ofensivo ou que não cumpram as regras do bom senso entre todos os intervenientes.