🇵🇹 PSA REVÊ INVESTIMENTOS
PSA admite rever investimentos em Sines
A PSA admite rever os seus planos de investimento no Terminal XXI, em Sines, caso se concretize o desvio de navios para os portos do Norte de África por causa da implementação do comércio de emissões na UE.
“O nosso plano de negócios para Sines foi desafiado por esta nova regulação e leva-nos a reconsiderar a nossa estratégia, porque não sabemos o que irá acontecer”, afirmou a directora-geral da PSA Sines, Nichola Silveira, na PORTO MARITIME WEEK, promovida pelo TRANSPORTES & NEGÓCIOS.
A PSA Sines tem em curso um plano de expansão e automatização do Terminal XXI até 2028, quando deverá dispôr de 1 750 metros de cais, 60,7 hectares de terraplenos, 19 pórticos de cais e 60 RTG, daí resultando uma capacidade de movimentação anual de 4,1 milhões de TEU.
No ano passado, contaram-se ali 1,6 milhões de TEU.
Mas entretanto, com a integração do shipping no esquema europeu de comércio de emissões (ETS), com efeitos a partir de 1 de Janeiro do próximo ano, os portos de tran-shipment do Sul da Europa arriscam ver as cargas fugir para o Norte de África, onde o ETS não se aplica.
Porque a diferença de custos é muito significativa: 13,8 milhões de euros/ano para um navio de 8 000 TEU.
No caso de Sines, a concessionária conta com o empenho da administração portuária e da MSC – “falamos a uma só voz”, sublinhou Nichola Silveira.
“Estamos a fazer pressão junto das autoridades europeias para que este regulamento seja adiado para depois de 2026 [a IMO tem previsto para 2028 o arranque de um esquema semelhante à escala global], de modo a que os armadores se possam reorganizar, assim como as respectivas cadeias logísticas”, adiantou a directora-geral da PSA Sines.
Mas o arranque do ETS não é a única preocupação para Nichola Silveira. Na sua intervenção, a responsável da concessionária do Terminal XXI deu conta de diversos constrangimentos locais que persistem, citando, nomeadamente, a escassez de mão-de-obra qualificada, a falta de meios da Autoridade Tributária e da DRAP (responsável pelas inspecções fitossanitárias) ou o atraso na construção de infra-estruturas como o Corredor Internacional Sul (ferrovia) e a A26/IP8.
O porto de Sines, lembrou Nichola Silveira, movimenta metade dos contentores de Portugal, é quarto no ranking ibérico 14.º na Europa.
Fonte:https://www.transportesenegocios.pt/psa-admite-rever-investimentos-em-sines/




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